Entrevista com Debra Sullivan
Boa sessão:
1) É comum lembrarmos com carinho do início da nossa relação com o cinema. Os filmes ruins que nos marcaram, os cinemas frequentados (que hoje, provavelmente, estão fechados), as extintas locadoras de VHS e DVD que faziam parte do nosso cotidiano. Conte um pouco de como é sua relação com a 7.ª arte. Quando nasceu sua paixão pelo cinema?
D.S.: Sempre adorei filmes. Quando criança, minha mãe me deixava no cinema (algo que ninguém faz hoje em dia) e eu passava o dia inteiro assistindo filmes. Quando adolescente, passava todas as tardes de domingo indo ao cinema. No cinema, no escuro, você pode se perder e “cair” na história que está sendo contada. Estou muito ansiosa para voltar para a sala escura agora que podemos novamente.
2) Com relação às suas preferências cinematográficas, há uma lista dos filmes de sua vida? Um Top 10 ou mesmo o filme mais importante?
D.S.: O filme mais importante da minha vida pode te surpreender. É um musical chamado "A inconquistável Molly". Eu o vi quando era criança e, a partir daquele momento, soube que é isso que quero fazer. Eu queria estar no cinema.
M.V.: Jamais teria adivinhado.
D.S.: Embora eu goste de todos os aspectos da minha carreira, cada um deles traz desafios e recompensas diferentes, e todos têm sua importância na minha trajetória; meu coração sempre escolherá a atuação como meu primeiro amor. É a área com a qual tenho uma ligação especial e que continua ocupando um lugar muito importante na minha vida profissional.
4) "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos". Considerando a reflexão, há alguma experiência vivida no meio artístico que foi especialmente marcante?
D.S.: Durante as filmagens de um dos nossos filmes, o ator principal, cujo nome não vou revelar, comeu dois galões de chili e, depois, chutou meu marido, Adam Marcus, o diretor do filme, bem nas bolas! O motivo foi tão inusitado quanto a situação: o ator queria mostrar seus sapatos novos para Adam, mas, aparentemente, meu marido não reagiu rápido o suficiente para que ele pudesse se vestir.
5) Imagine o cenário: você é uma atriz (de qualquer país) no set de filmagem de um filme memorável. Quem seria, em qual filme, e por que essa experiência seria tão marcante para você?
D.S.: Esta é um filme difícil, há tantos para escolher, mas, no que diz respeito a um filme "clássico", provavelmente Casablanca. No entanto, gostaria de interpretar o papel de "Rick". Depois disso, talvez Margo em "A Malvada" e, claro, a Molly Brown em "A Inconquistável Molly".
6) Fazer cinema envolve muitas variáveis. Esforço, investimento, paixão, talento... E a sinergia destes elementos faz o resultado. Qual trabalho em sua carreira considera o melhor? Em contrapartida, há algum que se arrependeu? Ou mesmo faria diferente...
D.S.: Tenho muito pouco do que “me arrepender” em minhas atuações, pois qualquer chance de atuar é um presente. Do que mais me orgulho seria o nosso filme Secret Santa. Não apenas co-escrevi e co-produzi o filme, mas também pude interpretar um dos melhores papéis da minha carreira até agora, e do qual sou muito orgulhosa. É o primeiro filme de nossa empresa, Skeleton Crew Productions (eu, Adam Marcus e Bryan Sexton), e acredito que será um clássico do terror natalino nos próximos anos.
7) Para finalizar, deixe uma frase ou pensamento envolvendo o cinema que representa você.
D.S.: Um dos primeiros filmes que meu marido e eu vimos juntos quando começamos a namorar foi "Vem dançar comigo". Ambos adoramos, e a frase que melhor me representa nesse filme é: “Uma vida vivida com medo é uma vida vivida pela metade”. Isso resume muito bem minha filosofia de vida.
M.V.: De fato. Muito obrigado.
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